Tema 1: Segregação socioespacial

  • SEGREGAR é o ato de planejado de isolar, de evitar contato.
  • SOCIOESPACIAL refere-se à delimitação espacial para um determinado grupo social e/ou étnico.

A partir de 1930 inicia-se o processo de industrialização e, por esse fator, também o de urbanização. A segregação socioespacial pode ser considerada a partir de três perspectiva para moradia:

Autossegregação – relacionada à liberdade de escolha, associada à elite*, com habitações mais amplas, seguras e confortáveis.

Ou seja, grandes empreendimentos imobiliários planejados e elaborados para grupos de alto poder aquisitivo se comparados ao restante da população. Grupo com alta concentração de renda. Para medir o nível de concentração de renda utilizamos o Coeficiente de Gini (existem outros métodos, como a curva do elefante, conforme o quadro abaixo:

Segregação socioespacial induzida – quando há margem para a possibilidade de escolha segundo a renda, isto é, com restrições, particularmente associada ao financiamento por meio de bancos, entre outros.

Segregação imposta – ocorre quando não há liberdade de escolha para moradias, especialmente em razão socioeconômica. Exemplo: moradias pobres e insalubres (exemplos: favelas, cortiços etc.), distante de espaços de lazer, educação formal, saúde e com pouca infraestrutura. A formação desses tipos de moradias não é resultante do excesso de população, mas consequência direta de desigualdades econômicas, sociais, culturais e históricas.

Sobre a segregação imposta é importante levar em consideração os fatores abaixo:

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é um índice que serve de comparação entre os países, com o objetivo de medir o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. As três dimensões do IDH: Longevidade (vida longa e saudável), Educação (acesso ao conhecimento) e Renda (padrão de vida):

  • Longevidade – Acesso à saúde de qualidade para que as pessoas possam atingir o padrão mais elevado possível de saúde física e mental [expectativa de vida].
  • Educação – Média de anos de estudos da população adulta e expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada na escola [presença na escola].
  • Renda – Renda Nacional Bruta (RNB) per capita (por indivíduo), baseada na igualdade de poder de compra dos habitantes [quanto cada pessoa possui para consumo].

O cálculo utiliza os dados econômicos e sociais da população, o IDH vai de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total):

Figura 2. Elaboração própria, gráfico elaborado a partir do PNUD

Artigos de interesse para quem quiser se aprofundar no tema desigualdade socioeconômica:

Tema 2: Consumo vs. Consumismo

O termo sociedade de consumo serve para explicar o tipo de sociedade em que vivemos, moderna, urbana e industrial. Esse tipo de sociedade se dedica à produção crescente de bens de consumo cada vez mais diversificados. O consumo massivo e desenfreado de bens e serviços visa, sobretudo, o lucro das empresas e independe da necessidade de possuir o produto.

Características principais:

Sociedade com padrões de consumo massificados devido ao tipo de oferta (bens padronizados) e tipo de pressões exercidas sobre o consumidor (a publicidade sugere modelos de comportamento a seguir).

Consumo de massa – Comportamento típico da sociedade de consumo que se manifesta por um consumo massificado de bens normalizados de curta duração e acessíveis à generalidade da população.

Consumismo – Conjunto de comportamentos e atitudes que resultam em um consumo compulsivo, comprar mesmo sem necessidade da mercadoria.

Obsolescência programada (ou planejada) – propositalmente desenvolver e vender um produto de maneira que se torne obsoleto (ultrapassado, antigo, arcaico) no tempo programado para forçar a compra da nova geração do produto. Uma máquina de lavar roupas, por exemplo, tem sido um grande alvo da obsolescência programada. Quando criada, ela durava muitos anos, mas as fabricantes notaram que venderiam apenas um número limitado de unidades. Por isso, passaram a disponibilizar no mercado modelos menos duradouros e com uma eficiência menor, embora o objetivo do eletrodoméstico continuasse o mesmo.

E como funciona o consumo consciente ou responsável? Produzir menos lixo, conhecer a origem e os processos de fabricação dos produtos que compramos e saber os impactos que eles causam ao longo de toda sua vida útil, da extração da matéria-prima ao descarte final, são algumas das atitudes que fazem parte do consumo consciente.

Consumo consciente – Envolve a busca por produtos e serviços ecologicamente corretos, a economia de recursos, a utilização dos bens até o fim de sua vida útil e a reciclagem dos materiais. O consumo compulsivo da sociedade ao longo do tempo vem trazendo consequências muito negativas para o meio ambiente. Esse consumo em excesso tem levado a uma super exploração dos recursos naturais, o que pode acarretar a escassez (ou mesmo esgotamento) desses recursos, comprometendo o equilíbrio ambiental.

Links de interesse para quem se interessar em aprofundar no tema:

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