Tema: Regionalização socioeconômica

Guerra Fria (1947-1991) foi uma polarização político-ideológica marcada por dois blocos: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U.R.S.S.) e Estados Unidos da América (EUA). Esse conflito iniciou-se após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Os historiadores marcam o começo desse cenário a partir do discurso realizado pelo então presidente estadunidense Harry Truman. A declaração de Truman recebeu o nome de Doutrina Truman, cujo princípio era o de conter os avanços do comunismo e reerguer a economia europeia. Um dos métodos para tanto foi o Plano Marshall (1948-1951), o programa consistia em fornecer ajuda econômica e técnica aos países da Europa Ocidental.

No período da Guerra Fria o mundo foi dividido em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo de acordo com o grau de desenvolvimento econômico, essa teoria é chamada Teoria dos Mundos e os seus termos vigoraram de 1945 a 1990. A classificação seguia as pontuações abaixo:

Países capitalistas com características comuns, como economias de mercado, baixa ingerência econômica por parte do Estado, altos índices de industrialização, elevado nível tecnológico, indicadores sociais elevados (IDH – boa qualidade de vida, bons rendimentos, baixos níveis de analfabetismo, boa expectativa de vida etc.). Os países dessa classificação: Canadá, Estados Unidos, Europa Ocidental e Austrália.

Países socialistas que possuíam economia planificada (sistema econômico em que os meios de produção e a infraestrutura pertencem ao Estado, por meio de uma autoridade central). Essa designação deixou de ser utilizada, vários geógrafos trabalham com a ideia hoje economias emergentes e vários dos países que pertenciam a essa classificação são denominados hoje de países em desenvolvimento.

Um aspecto comum aos países “terceiro mundistas” é o fato de terem passado por um processo de colonização profundamente predatória. Esses países possuem a economia subdesenvolvida ou em desenvolvimento (exportação de matérias-primas e baixa industrialização). O demógrafo francês Alfred Sauvy utilizou pela primeira vez esse termo em 1952 para designar os países que durante a Guerra Fria não se alinharam de maneira evidente à disputa ideológica entre EUA e URSS.

Nova Ordem Mundial – Regionalização Norte e Sul (multipolarização)

A terminologia mundista caiu em desuso, mas as mudanças de pertencimento dos grupos de países não sofreu graves modificações para a atual divisão Norte-Sul, especialmente considerando os países em desenvolvimento. Com o fim da União Soviética ocorreu a incorporação de parcela dos países da antiga U.R.S.S. e a inclusão da China, hoje com o segundo maior PIB do mundo.

Os países do Norte são caracterizados pelo elevado Produto Interno Bruto (PIB) e pelas condições históricas de poder e acúmulo de riquezas. São representados, em geral, pelos Estados Unidos, União Europeia e Japão.

Os países do sul apresentam as maiores taxas relacionadas à desigualdade social (pobreza, violência) e menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Sua situação de dependência econômica se deve aos processos de colonização, imperialismo e neocolonização impostos pelas nações consideradas desenvolvidas. Entre os países do sul, existem aqueles países chamados “emergentes” ou em desenvolvimento, são os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), os Tigres Asiáticos e o México.

Critério para definir o IDH de um país:

  • Saúde: Realizado através da expectativa de vida dos habitantes, sendo um reflexo da qualidade de saneamento básico e serviços de saúde públicos;
  • Renda: Calculado através da Renda Nacional Bruta per capita, baseado no poder de compra dos cidadãos;
  • Educação: Feito através de uma média dos anos de estudo dos habitantes e o número esperado desses anos.  

Tema: Choque de civilizações

O artigo “O choque de civilizações”, escrito pelo cientista político Samuel P. Huntington (publicado pela revista conservadora Foreign Affairs, em 1993) busca promover uma análise acerca das novas estratégias dos países pós-guerra fria e das relações entre os povos em um mundo multipolar. A teoria de Huntington indica que os conflitos vindouros entre as nações não mais se realizarão em torno de ideologias e/ou políticas, mas em razão das identidades culturais das civilizações. Segundo o autor, existem elementos culturais mais fundamentais e preponderantes do que a sensação de pertencimento a um Estado-nação segundo as linhas de fronteiras, tais como língua, religiões e costumes. As pontuações no texto dele podem ser indicadas por seis argumentos principais:

  1. As tradições e as características religiosas, históricas, linguísticas e culturais são mais dominantes do que as diferenças políticas e ideológicas.
  2. O processo da globalização incentivou a consciência de civilização, criando a possibilidade de acentuar as diferenças entre povos devido ao aumento das interações entre eles.
  3. O Estado-nação não é mais a única ou mais importante fonte de identidade cultural (ou sensação de pertencimento) e, as identidades locais estão mais debilitadas em razão da modernização econômica. Nesse sentido, o autor entende que o cenário viabiliza o fundamentalismo (religião).
  4. O Oriente anseia obter o protagonismo exercido pelo Ocidente, a fim de, com a hegemonia moldar a nova ordem mundial de acordo com os seus interesses e costumes.
  5. As características culturais são intrínsecas às civilizações, isto é, modificar traços econômicos e políticos é mais usual do que identidades culturais: civilizações vão procurar defender a sua essência.
  6. “… diferenças culturais e religiosas criam diferenças sobre questões políticas, abrangendo desde direitos humanos à imigração, comércio e trocas, até o meio ambiente” (Huntington, 1993: 27). Para o cientista político, os governos cederão à influência religião porque ela criará o necessário para formalizar coalizões.

A cartografia de Huntington:

Tema: Liberalismo, keynesianismo e neoliberalismo

Resumo de interesse: Liberalismo, keynesianismo e neoliberalismo

2 comentários em “Resumo do 1º Bimestre [3ºGEO]

    1. Obrigada!!! A pandemia nos obrigou a encontrar novas formas de entrar em contato com os alunos, né?
      Assim eles têm material para estudar sempre à mão. Caso tenha sugestão para melhorar/facilitar estou aberta para ouvir #sempreaprendendo

      Curtir

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